Desenho Técnico 2
Tópico 2- Escalas e Desenho Geométrico
Um guia para o desenho técnico, com foco na instrumentação básica e normas essenciais.
Prof. Valdemir Alves Junior
IFSP - Campus Guarulhos
Uso de escalas em desenho técnico. (Norma NBR 8196)
A técnica de escala em desenho técnico representa a relação entre o tamanho real da peça pelo tamanho do desenho. Nem sempre podemos desenhar uma peça em seu tamanho natural, porque resultaria em uma projeção muito grande ou muito pequena, dificultando seu entendimento, mas sempre haverá uma relação de grandezas peça x desenho, para que sejam mantidas as proporções do seu desenho. Podemos ter três casos possíveis:
1
Escala Natural
Neste caso a relação entre tamanho da peça e tamanho do desenho é medida da peça = medida do desenho Representamos assim: Escala 1:1
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Escala de Redução
Neste caso a relação entre tamanho da peça e tamanho do desenho é medida da peça > medida do desenho Representamos assim: Escala 1:2, 1:5
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Escala de Ampliação
Neste caso a relação entre tamanho da peça e tamanho do desenho é medida da peça < medida do desenho Representamos assim: Escala 5:1, 10:1
A leitura da escala se faz da seguinte forma:
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Uso de escalas em desenho técnico. (Norma NBR 8196)
Lembre-se que os ângulos não sofrem modificações de tamanho, independente da escala.
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O importante na técnica de escalas é saber que a cota nunca muda, independente da escala. O valor da cota é sempre mantido.
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O desenho abaixo foi feito em escala 2:1.
2
O mesmo desenho foi feito em escala 1:1. Note que o valor das cotas são os mesmos.
O que é importante saber sobre escalas:
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Proporção
Os desenhos feitos em escala, sempre vão manter uma proporção de tamanho com a peça.
2
Medidas das peças
Nunca vamos mudar o valor das medidas colocadas nas cotas de uma peça, independente da escala.
3
Escala muda somente o tamanho do desenho
Nunca meça um desenho para encontrar o valor da medida da peça.
Desenho Geométrico
O desenho geométrico envolve a construção de figuras geométricas utilizando ferramentas como régua, compasso e esquadros, com o objetivo de garantir a precisão nas dimensões e proporções dos projetos. A representação gráfica precisa permite aos engenheiros e técnicos interpretar e fabricar peças com precisão, contribuindo diretamente para a eficiência da produção mecânica.
Um conceito diretamente relacionado ao desenho geométrico é o das concordâncias, que se referem às transições suaves entre superfícies ou linhas em um desenho técnico. As concordâncias são normalmente representadas por arcos tangentes a segmentos de linhas retas, sendo aplicadas em junções de superfícies ou curvas que exigem uma conexão contínua e suave, como em engrenagens, eixos e outras peças que precisam suportar movimento ou carga constante.
1
Mediatriz da reta AB:
Traçar os arcos 1 e 2 com um arco qualquer, obtendo os pontos C e D. A reta obtida por C e D é a mediatriz.
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Bissetriz de um Ângulo:
Traçar R1 a partir do ponto A, obtendo os pontos C e B. Traçar R2 a partir de B e C, obtendo o ponto D. A reta AD é a bissetriz do ângulo.
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Perpendicular à reta r pelo ponto P:
Traçar R1 a partir do ponto P, obtendo os pontos A e B. Traçar R2 a partir de A e B, obtendo o ponto C. A reta PC é perpendicular à reta r.
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Definir o centro de um arco:
Traçar as linhas AB e C, com B em um ponto qualquer. Traçar a mediatriz da reta AB. Traçar a mediatriz da reta BC. O cruzamento das mediatrizes no ponto O, é o centro do raio.
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Desenho Geométrico 2
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Dividir uma circunferência em 3 partes:
Traçar o raio R (igual ao raio da circunferência) a partir de um ponto D qualquer, definindo os pontos A e B. Traçar a reta DO definindo o ponto C.
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Dividir uma circunferência em 4 partes:
Traçar uma reta pelo centro O da circunferência, definindo os pontos A e B. Traçar a mediatriz da reta AB.
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Dividir uma circunferência em 5 partes:
Traçar duas retas perpendiculares pelo centro O da circunferência, definindo os pontos A, B, C e D. Traçar a mediatriz do segmento AO, definindo o ponto E. A partir do ponto E, traçar o arco R passando por C, definindo o ponto F. A partir do ponto C, traçar o arco R1 passando por F e cortando a circunferência, definindo o ponto G. CG é o lado do pentágono.
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Concordar raio R dado com linhas perpendiculares:
Traçar uma paralela a reta s com distância R. Traçar uma paralela à reta r com distância R. O cruzamento das paralelas é o centro do raio R.
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Desenho Geométrico 3
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Concordar raio R dado com linhas em ângulo qualquer:
Traçar uma paralela a reta s com distância R. Traçar uma paralela à reta r com distância R. O cruzamento das paralelas é o centro do raio R.
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Concordar raio R2 dado com raio e reta:
Traçar uma paralela a reta r com distância R2. Traçar um raio com medida R1+R2 e centro em O1. O cruzamento da paralelas r com raio R1+R2 é o centro do raio R2.
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Concordar dois raios por meio de arco dado (Externo):
Traçar um raio com centro em O1 e medida R3-R1. Traçar um raio com centro em O2 e medida R3-R2, definindo o ponto O3. Os pontos de tangência A e B surgem do prolongamento de O3 O2 e O3 O1.
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Concordar dois raios por meio de arco dado (Interno):
Traçar um raio com centro em O1 e medida R3+R1. Traçar um raio com centro em O2 e medida R3+R2, definindo o ponto O3. Os pontos de tangência A e B surgem do prolongamento de O3 O2 e O3 O1.
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Recursos Adicionais
Depto. Engª. Civil Ufscar
Construções Geométricas
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Vídeo Aula Escalas
Vídeo Aula Atividade de Escalas
Vídeo Aula Desenho Geométrico 1
Recursos Adicionais
Vídeo Aula Desenho Geométrico 2
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Vídeo Atividade D.G. (Págs 12 e 13)
Vídeo Atividade D.G. (Págs 14 e 15)
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